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As vezes é difícil caminhar com os pés descalços
As vezes é quase impossível escolher o caminho com os olhos vendados
Não sei até quando vou conseguir seguir em frente confiando apenas no meu tato
Por que quando fecho os olhos na escuridão vejo a sua imagem ao meu lado.
Não sei se foi o destino ou algo que não se pode explicar
mas pra mim foi o presente melhor que se pode ganhar
Não vi estrelas no céu nem os raios de sol quando você se afastou
Mas o que sei é que você é a minha salvação em meio a tanto terror
Falo pelo meu coração
Não que minha boca não traduza meus sentimentos
É que você não é alguém que se descreva em meia dúzia de palavras
É apenas alguém que me mostrou o caminho
E mesmo que minha boca cale o sabor do teu beijo… eu sempre estarei em você!
(Rê Caraih)
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Dei uma desaparecida esses dias.
Realmente acho que preciso de um tempo.
Tempo pra pensar e colocar no lugar alguns pensamentos e sentimentos.
Mas não é sobre isso que quero tratar aqui!
Um dia desses estava eu e uma amiga (Mallu) conversando sobre pessoas pré-fabricadas, sabe? Que apenas são a junção de tudo o que sai na mídia e vivem apenas para consumir. Sei lá… Certas pessoas que estão em minha volta são assim, não tem muita personalidade, consomem Starbucks, McDonalds, Coca-cola, só por que é “cool”, ouvem bandas emo, beijam na boca de amiguinhas só por que todo mundo beija, vivem em função das modinhas… Aff!
E pra completar, suas vidas sociais ainda são virtuais.
Pessoas idiotas, crianças imaturas!
Não seja uma pessoa pré-fabricada, não seja mais um idiota a desfilar por ai se sentindo um máximo por que está na moda… Seja você mesmo, pense o que você quiser, seja o que você quiser, e não um produto!
Otários!
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Oh!Shit…
Seres humanos são complexas máquinas, com um HD de milhares de terabytes, um processador realmente veloz, muitos pentes de memória (quer dizer, algumas pessoas tem menos gigas). Somos constantementes infectados por vírus, muitos deles enviados por mensagens amorosas, que abrimos sem olhar se é confiável, geralmente somos invadidos por hackers F.D.P. que destroem muitos arquivos íntimos e sentimentais. Pois bem… realmente somos parecidos com nossos amados e “indispensáveis” PCs.
A maioria de nós (inclusive eu!) passamos mais de 5 horas por dia na frente do computador, tanto trabalhando, estudando, pesquisando e com certeza conhecendo pessoas novas, através de chats e sites de relacionamentos.
Realmente ando revoltada comigo mesma, sempre critiquei relacionamentos pela internet, principalmente depois que fui deixada por um, mas tenho que confessar, conheci pessoas maravilhosas dessa maneira, não me vejo namorando alguém pela internet, não! Isso não me satisfaz, seria como namorar com o monitor, fazer carícias no mouse, ficar excitada com o teclado… O fato da minha revolta, é que eu gostaria de ser mais do que apenas uma mera espectadora dessa segunda vida, eu gostaria de poder mudar as regras desse jogo, seria quase que brincar de Deus.
As vezes me pergunto, se a internet é o céu ou o inferno, em séculos e séculos acho que nunca existiu algo pra unir e separar tantas pessoas. Nos últimos 20 anos a internet simplesmente mudou toda a estrutura social do planeta, ligando pessoas de várias partes do mundo com apenas poucos clicks.
Mas isso ainda não me satisfaz!
Posso conhecer vários museus e monumentos de vários países sem sair de casa.
E repito!
Isso não me satisfaz!
Acontece que isso tudo apenas nos tornou…uma máquina.
Uma complexa máquina, com um HD, processador e pentes de memória.
Nos tornamos à cada dia, à cada hora que passamos digitando milhares de palavras, apenas letras e emotions, apenas prints e cartões virtuais, com sentimentos virtuais!
E isso tudo… Não me satisfaz!
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Mais uma semana se passa nessa minha vida tão cotidiana, a semana em si não foi lá essas coisas, sabe como é né? Dia dos namorados… e você lá feliz da vida… jogando vídeo game, comendo tapioca, bebendo chocolate… e solteira! Existe coisa melhor? Pois é, nem precisam responder. Mas enfim, foi uma semana como outra qualquer.
Porém o fim de semana foi “O” fim de semana.
O mundo anda passando por uma grande transformação na sua estrutura familiar, onde não existe mais apenas a tradicional família papai-mamãe, mas agora também existe mamãe-mamãe e papai-papai. As pessoas estão começando a ter consciência de que não precisam ser todas iguais, de que podemos ser felizes sendo nós mesmos sem ter que manter uma aparência. Certa vez ouvi uma frase de uma escrito norte-americano gay, a frase é “Se você não for quem você é, não estará sendo outra pessoa, você não estará sendo ninguém” e isso é a mais pura verdade, sei que vivemos em um mundo de aparências, mas se todos nós pensarmos assim, se não quebrarmos todas as barreiras que colocam em nossa volta, quem iremos ser?
Me sinto bastante deslocada, por que não sinto que estou no mundo certo na maior parte do tempo, viver em uma sociedade onde dizem que fazer guerra e matar milhares por causa de petróleo é mais correto do que legalizar casamento homossexual, dizer que guerra é mais santa do que unir duas pessoas do mesmo sexo, não é nada fácil, principalmente se você estiver na ponta fraca do barbante. Acontece que a maior parte das pessoas estão mais preocupadas com a própria ponta do seu nariz, deixando poucas pessoas se ferrarem pela liberdade delas, enquanto estas estão sentadas em suas poltronas assistindo a seleção brasileira jogar (e olha que a seleção não está com nada ultimamente!).
Nesse fim de semana fui em duas paradas gay, uma no sábado, no centro de Belém, 1ª Parada Les, e a outra no domingo na 3ª Parada Gay de Ananindeua, na cidade onde moro. Ambas tiveram bastante pessoas, vi muitas famílias por lá, pais e mães levando seus filhos para verem a festa da diversidade sexual, fiquei feliz de certa forma, por que parece que muitas pessoas estão abrindo suas mentes, e não iriam deixar seus filhos verem gays e lésbicas se beijando se achassem “coisa do diabo”, mas também é visível a banalização da coisa, transformando uma ferramenta de conscientização em apenas festa.
Na parada de Ananindeua ouve mais conversas sobre os direitos dos homossexuais, mas na de Belém, infelizmente apenas uma festa onde todos estavam mais preocupados em ver a bunda da Viviane Araújo. Não sei se eu sou muito careta, mas sei que não sou uma lésbica típica, nem sou uma mulher típica, o que faz ser extremamente difícil eu me interessar realmente por alguém, e alguém se interessar realmente por mim.
Mas enfim, a experiência foi válida… E ano que vem espero estar na Parada Gay de São Paulo.
Vamos ver no que vai dar!
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Mudança é algo tão relativo!
As vezes mudamos sem querer, por pressão, mudamos por mudar ou por que realmente precisamos. Mudamos para satisfazer nossos egos, nossos defeitos, ou simplesmente para acentuar nossas virtudes.
Mudar a aparência é fácil, mas mudar o que somos é algo realmente complicado. Não estou falando que não mudamos, afinal somos humanos, somos um redemoinho de sensações e emoções, uma bomba relógio prestes a explodir. Estamos em constante transformação.
Mas a essência do que somos sempre estará presente de certa forma, mesmo que nossas palavras soem como pétalas de rosas, suaves e frágeis.
Eu gosto de mudar, na ultima semana pintei o cabelo de vermelho e coloquei um piercing no nariz. Mas essas mudanças são uma extensão das minhas mudanças internas, psicológicas.
E você?
Já mudou?
Já sentiu que as coisas não parecem ser como antes?
Não é o mundo que mudou, mas o seu jeito de olha-lo, foi a maneira de perceber as coisas, de sentir. Nossa percepção das coisas é algo realmente interessante e isso é refletido em nossos atos. Você não precisa ser o Sr. Otimista para ser feliz, e não quer dizer que só por que você é realista, não irá alcançar a felicidade… Esse mundo as vezes é uma droga mesmo, e o pior de tudo… Somos nós que o deixamos assim!
Não sou a mesma pessoa que eu era há 10 meses atrás. Alias, eu não era tão “harder, better, faster, stronger”, hoje eu me auto definiria como uma romântica compulsiva, não que eu tenha deixado de ser, afinal, isso faz parte da minha essência, mas estou mais realista, e isso está me fazendo bem, por que você não precisa viver sonhando para alcançar os seus objetivos.
As vezes parece que estou dormindo…
Was it a dream?
Não…
Sei que não estou, e pelo contrário, acho que agora que estou realmente abrindo os meus olhos, não vejo apenas pessoas boas e más, estou vendo seres complexos, animais sentimentais como diria o saudoso Renato Russo, e como todos, “sou um animal sentimental, me apego facilmente ao que desperta o meu desejo, tente me obrigar a fazer o que não quero e você vai, logo ver o que acontece”. É assim que eu sou. Essa é a minha essência, mesmo que eu mude, mesmo que você mude, ainda seremos a caça ou o caçador!
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Ai, não sei o que eu tenho ultimamente, mas parece que mesmo que eu tente fugir de lembranças, elas me perseguem. Ontem a noite antes de dormir resolvi ler um pouco, e já fazia algumas semanas que minha prima tinha me dado um livro de crônicas contemporâneas, e uma delas me chamou realmente atenção, o titulo era “Receita de Felicidade” de Ivan Ângelo, ele diz que é quase impossível ser feliz antes dos 30, vocês entenderam? Quase! Ou seja… Ainda tenho certa possibilidade de ser feliz antes dos 30, e eu com os meus 21 anos de estrada, as vezes sinto que será difícil chegar aos trinta. Ele cita que vícios e felicidade não combinam. Bem, confesso que estou controlando os meus vícios, alias, tenho certa queda por álcool desde minha infância, não que meus pais permitissem, mas creio que eu era uma criança extremamente astuta, e consegui burlar os olhares de adultos, lembro – me de um certo porre que tomei aos 4 anos, e lembro que peguei escondida uma garrafa de cerveja, só lembro de borrões de luzes, mais enfim. Voltando ao assunto, estou fora dos vícios.
Manter sonhos ajuda muito à chegar a felicidade, quanto à isso, acho que não terei problemas, uma das frases que mais escutei durante minha vida foi: Você sonha alto demais! E como sempre eu dava aquela olhada de canto de olho e respondia – Melhor sonhar alto, por que se eu conseguir realizar a metade, com certeza será muito mais do que você possa conseguir.
E como uma boa sonhadora, sonho em ter filhos, e como Ivan Ângelo fala “Filhos, é melhor que sejam bem educados. Dão mais gosto”, ah sim! Pretendo ter filhos.
Casar?
Bem… Talvez!
Principalmente agora que casamento gay foi autorizado em Sampa, vamos todos pra lá…
Porém, existe um fator decisivo.
Um amor, alguém para abraçar, dividir coisas e acima de tudo construir. É ai que está o meu problema! Não tenho muita sorte com relacionamentos. E as vezes me acho antiguada demais, as pessoas parecem procurar alguém para pisar nelas e não alguém que as ame e que queiram construir algo, uma vida.
E por fim. Trabalho. Para ser feliz precisamos fazer algo de que gostamos. Eu estou fazendo, e ser designer não é tão fácil. E muitas pessoas já falaram pra eu mudar de profissão por que design não dá dinheiro. Aff! Quanta ignorância. Pra essa pessoas tenho uma frase à citar dessa crônica.
“Dinheiro não traz Felicidade? Pode ser, mas não atrapalha. Ruim é desgraçar-se para tê-lo”
E o que isso tudo tem haver com as minhas lembranças? É que eu pensei que tinha alcançado a felicidade antes dos 30… e tudo foi pelo ralo à 3 meses atrás.Pessoas mudam… e algumas não!
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São exatamente 16:26 h do dia 30 de maio de 2008, acabei de ser questionada pela minha mãe sobre a minha cor de pele, ela perguntou “Você gosta da sua cor?”, eu respondi que sim, mas que gostaria de ser um pouco mais branca, pra poder pintar os cabelos de uma cor mais escura, e caramba! Que futilidade minha, isso é o tipo de alienação moderna, usada por industrias para dizer o que eu e você temos que comprar, comer, usar, vestir e acima de tudo.. SER. E sabe qual foi a reação dela sobre a minha resposta? “Isso é preconceito”
Preconceito?
Eu não irei dizer que minha mãe está errada, mesmo por que de certa forma acabei de me contradizer sobre o que disse à mesa há alguns minutos atrás, enquanto estávamos, ela, papai e eu, discutindo sobre o sistema de cotas que foi aderida pelas universidades brasileiras. Minha posição é clara. Sou contra! Oh, sim. Contra. C-O-N-T-R-A., Pois pra mim, quando um negro diz que é à favor, ele está automaticamente alegando que ele é intelectualmente inferior aos indivíduos de outras raças, e até mesmo aos mestiços. Ah! Faça mil favores. Quem não é mestiço nesse país? Até eu, que nem sei de que cor sou, posso alegar que sou negra, por que afinal, quem não tem sangue negro e índio nesse Brasil. Ou será que há 500 anos atrás, os gajos portugueses não achavam extremamente atraentes as mulatas de quadris largos?
O que acontece é que existe um grande vírus no mundo hoje em dia, e o nome é: Americanização ou traduzindo para a língua mãe Americanisation (ok. Eu inventei essa..rsrs, não pude perder a piada), mas bem, acontece que todos queremos ser iguais e diferentes ao mesmo tempo, mesmo por que, hoje em dia ser diferente virou moda, e a globalização está ai, pronta para parcelar suas divídas do cartão de crédito ou cortar a sua cabeça caso queira ser um “hippie século 21”. Porém, a questão é, tanto negros, índios e mestiços, brasileiros ou seja lá o que você for, argentino. (nada contras aos hermanos!), estão perdendo sua identidade, devido à esse tsunami de tendências, modas e tribos, e em vez de nos unirmos como bons brasileiros, nem que seja pra assistir a uma partida de futebol, falar do bumbum da mulher melancia ou simplesmente pra discutir o final da novela das oito, estamos nos prendendo a clãs, só por que achamos bonitinho um bando de garotos que ouve death metal e pinta os olhos com lápis preto, que ficam o dia todo na galeria do rock sem fazer PN, ou por que é legal misturar um monte de roupas de brechó e falar sobre o ultimo LP do Dylan, nada contra! Mas as vezes me dói ver o quando somos idiotas, consumindo uma cultura fabricada, digo “somos”, por que não me vejo fora desse contexto, e como disse logo no começo, sou sim uma burguesa alienada.
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O que nos torna humanos?
Será que é a capacidade de errar… e … errar novamente?
Ou é a capacidade de tomar decisões erradas?
Parece que o erro está no nosso caminho tanto quanto o acerto nas apostas.
Passei muito tempo da minha vida procurando por marcas de um passado e pistas do meu destino, como se minha vida toda fosse um imenso quebra-cabeças, onde cada pessoa, cada sentimento, cada perda e cada vitória são peças que podem ser encaixadas em alguma parte. Algumas peças são realmente difíceis de serem encaixadas, e parece que algumas delas se encaixam em vários lugares com perfeição. Não gosto de matemática, e nunca gostei, creio que nunca irei gostar e tão pouco sinto vontade de ganhar apresso por essa ciência ou linguagem, mas não vou dizer que não me chama atenção, até mesmo por que as vezes a vida parece uma grande equação, esperando para ser desenvolvida, e assim encontrar uma resposta coerente para tantas perguntas. Não estou aqui escrevendo uma tese psicossocial ou seja lá o que vocês quiserem denominar, alias, nem sei se irão ler isso um dia, por que não sou e nunca fui uma boa escritora, apenas faço isso para me desestressar. E digo! O motivo de eu estar escrevendo nesse momento, é o fato de que nos últimos 3 meses de minha vida vazia e burguesa, minha cabeça ganhou mas perguntas do que respostas. Descobri muitas coisas sobre mim e sobre esse mundo caótico em que vivemos.
Posso estar errada em certas conclusões minhas, mas se estão erradas ou não, irei descobrir quando coloca-las em prática, certamente irei quebrar a minha cara e irei chorar como das outras vezes, irei guardar coisas que me lembram situações, momentos e pessoas, e quando eu achar que tudo está perdido, irei ouvir Ironic e uma das frases dessa música de Alanis Morissette é : “And life has a funny way of helping you out when
You think everything’s gone wrong and everthing blows up
In your face”, e essa frase irá me dar mais forças para continuar minha jornada.
Que jornada é essa?
Por onde devo ir?
Ahhh meus amigos… Isso não sei e existem poucas coisas de que tenho certeza nesse mundo, e algumas delas são: que minha ortografia não é uma das melhores, que eu não sou tão bonita quanto a minha mãe fala e que um dia meu corpo será apenas um pedaço de carne podre, à 7 palmos.